NÍVEIS

NÍVEL 2


Neste nível são dadas informações sobre Modelos Dinâmicos e Modelos dos Processos Físicos. Como modelos dinâmicos são apresentados: um Modelo Barotrópico, um Modelo Baroclínico, um Modelo de Água Rasa (Shallow Water) e um Modelo Climático Simples. Como modelos dos processos físicos são apresentados: um Modelo de Radiação 1D (1 coluna), e um Modelo 1D dos Processos Físicos.

MODELOS DINÂMICOS

Modelos Barotrópicos Modelos Baroclínicos Modelo de Água Rasa

MODELOS DE PROCESSOS FÍSICOS

Modelo Climático Simples Modelo de Radiação 1D Modelo 1D dos Processos Físicos



MODELOS BAROTRÓPICOS
Modelos barotrópicos são modelos que utilizam apenas um nível e a equação da vorticidade barotrópica. Esses modelos são usados para experimentos com forçantes orográficas e térmicas e podem ser aplicados para estudos de ondas estacionárias. A equação da vorticidade barotrópica usada para uma forçante orográfica pode ser escrita como:


Os termos na equação indicam:
I- Efeito da forçante orográfica ( H: altura da montanha)
II- Representação dos processos de dissipação (: termo de fricção)
III- Termo de difusão para representar a cascata de energia de escalas não resolvidas pelo modelo. K é um coeficiente de difusão interna e q é a ordem do operador de difusão.


Exemplos
EXEMPLO PARA UMA FORÇANTE OROGRÁFICA

O experimento feito com o modelo Barotrópico da Universidade de Reading (UK) considerando a orografia da Cordilheira dos Andes e um escoamento zonal com velocidade do vento de níveis altos (a) e níveis médios (b) da atmosfera. Há propagação de um trem de ondas de Rossby a partir da Cordilheira, com centros alternados de vorticidade. Sobre a cordilheira há vorticidade anticiclônica e a leste da montanha, vorticidade ciclônica. Para velocidades maiores (altos níveis), o trem de ondas tem uma extensão maior.

Orografria dos Andes

Fonte: Cavalcanti, 1991


Trens de onda a partir de uma fonte de divergência (círculo preto) aplicando o modelo barotrópico da Universidade de Reading.

Campo de Anomalia de Vorticidade

Fonte: Hoskins e Ambrizzi, 1993


Campo de Anomalia de Vorticidade depois de 12 dias com a Forçante em Lugares Diferentes

Fonte: Ambrizzi et al, 1995




Instruções para uso de um Modelo Barotrópico


MODELOS BAROCLÍNICOS
Modelos baroclínicos utilizam vários níveis da atmosfera e as equações primitivas ou equações da vorticidade e divergência. Podem ser usados considerando a atmosfera seca ou úmida. Esses modelos podem ser usados para o estudo de ondas baroclínicas e também para ondas estacionárias. Equações usadas em um Modelo Baroclínico:

Nomenclatura


Os termos A e B são termos de dissipação, compostos pela fricção e difusão. O termo C é um termo de restauração.


Exemplos
Exemplos de Campos Estacionários de Geopotencial Obtidos com Aplicação de um Modelo Baroclínico

Fonte: Hoskins e Karoly, 1981


Média de 70 dias de resultados do Modelo Baroclínico da Universidade de Reading (UK), com forçante orográfica da Antártica. (a) vorticidade relativa, (b) vento zonal, (c) vento meridional.


Fonte: Cavalcanti, 2000


Instruções para uso de um Modelo Baroclínico


MODELO DE ÁGUA RASA
(Linearized equatorial beta-plane shallow water)

Enver Ramírez Gutiérrez / Ken Takahashi

1. GOVERNING EQUATIONS

2. NUMERICAL DISCRETIZATION
2.1. Spatial discretrization

2.2. Time discretrization


Figure 1: Schematic diagram of the Arakawa’s C-Grid. Circles are to represent the position in where zonal velocity is de?ned, cross symbor are for the meridional component, whereas triangles are for the height perturbation



Instruções para uso de um Modelo de Água Rasa


MODELO CLIMÁTICO SIMPLES

Este modelo é baseado no modelo de balanço de energia global (GREB). O modelo simula processos físicos do sistema climático de uma maneira simples.



Instruções para uso de um Modelo Climático Simples


Em construção!



MODELO 1D DOS PROCESSOS FÍSICOS

O modelo atmosférico 1D do CPTEC/INPE surgiu como uma necessidade de desenvolvimento/calibração integrada das diferentes partes da física que compõem o modelo atmosférico global 3D do CPTEC/INPE. O modelo 1D foi derivado da versão 4.0 do modelo atmosférico do CPTEC/INPE. Atualmente conta com várias das opções disponíveis em termos das parametrizações físicas do modelo atmosférico 3D do CPTEC/INPE com algumas adaptações relacionadas ao fato de não possuir dinâmica. O modelo 1D ainda está em desenvolvimento, mas está sendo utilizado para a calibração e desenvolvimento de diferentes parametrizações físicas do modelo 3D com ênfase em convecção (rasa e profunda), radiação e camada limite. Pelo fato de possuir uma estrutura similar ao modelo 3D e devido à rapidez com que roda, o modelo 1D pode servir como um bom ponto de partida no entendimento de diferentes processos físicos, assim como no desenvolvimento e regionalização das parametrizações físicas disponíveis.



Instruções para uso de um Modelo 1D dos Processos Físicos